Fonoaudiologia Educacional de Marília prepara participação em evento nacional

Secretaria Municipal da Educação de Marília foi uma das primeiras a ter um fonoaudiólogo na equipe gestora

Área de conhecimento em franco desenvolvimento, a Fonoaudiologia Educacional tem destaque em Marília. Em setembro, acontece o XXV Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia em Salvador e a expectativa é que o município seja representado, como um dos primeiros a ter profissional da área integrado à equipe gestora. A experiência local poderá, inclusive, concorrer à premiação.

A fonoaudióloga Marília Piazzi Seno, profissional da Secretaria Municipal da Educação de Marília há 16 anos e doutoranda em Educação na Unesp, explica que a proposta de trabalho é executada em parceria com os educadores da rede.

Os objetivos são contribuir para a promoção do desenvolvimento e da aprendizagem dos alunos; a melhoria da qualidade de ensino; o aprimoramento da comunicação oral e escrita e a identificação de situações que possam dificultar o sucesso escolar. Também são elaborados programas para favorecer e otimizar o processo de ensino e aprendizagem.

A Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia está recebendo trabalhos de todos o país para concorrer a prêmio. Como a Secretaria Municipal da Educação de Marília foi uma das primeiras a ter um fonoaudiólogo na equipe gestora queremos apresentar nosso trabalho e divulgar o nome da cidade”, disse a profissional.

O secretário municipal da Educação, professor Beto Cavallari Filho, lembrou da importância do trabalho multidisciplinar na educação. “A atuação colaborativa entre profissional especializado e educador contribui de forma positiva para o planejamento pedagógico, direcionando o olhar do professor e auxiliando no desenvolvimento do aluno”, destacou.

Segundo Beto, há uma valorização muito grande do serviço da Fonoaudiologia Educacional pelas escolas da rede, o que pode ser constatado pelo elevado número de solicitações de palestras e visitas às unidades.

FONO E ESCOLA

Marília explica que o fonoaudiólogo educacional pode atuar em todos os níveis e modalidades de ensino. Em locais como secretarias municipais, diretorias de ensino, empresas de assessoria, escolas públicas e particulares.

A procura por profissionais desta área tem aumentado significativamente, principalmente para ministrar cursos específicos de formação para professores do Ensino Fundamental sobre os transtornos da aprendizagem”, explica.

Marília Piazzi Seno faz apresentação a educadores; desafio interdisciplinar leva fonoaudiólogas para escolas, através dos demais Educadores.

Marília Piazzi Seno faz apresentação a educadores; desafio interdisciplinar leva fonoaudiólogas para escolas, através dos demais Educadores.

A inclusão educacional pode ter influenciado esse processo, explica ela. “O professor é cobrado para que atenda de forma igualitária todos os alunos, oferecendo as mesmas oportunidades de aprendizagem independente de suas limitações, mas não deve sentir-se sozinho neste processo, precisa de um apoio. Ter acesso às informações sobre as deficiências e transtornos e ser orientado sobre quais estratégias são indicadas para cada situação é indispensável para haja realmente uma inclusão destas crianças”, esclarece.

Atualmente, o trabalho feito pela fono na Educação de Marília segue diretrizes do Conselho Federal de Fonoaudiologia. O principal foco do trabalho é auxiliar no acesso ao currículo e na melhoria da qualidade de ensino, enfatizando a formação dos professores.

Minha atuação envolve palestras, visitas às unidades escolares, triagens, avaliações, encaminhamentos, orientações a pais, reuniões com profissionais de outras instituições, entre outras. O fonoaudiólogo educacional não realiza atendimentos terapêuticos, a prioridade é a promoção da saúde”, explica.

Como especialidade recente, a Fonoaudiologia Educacional foi reconhecida em 2010. Atualmente são apenas 62 especialistas em todo país. Na Educação Infantil, a maior parte das dúvidas é com relação às trocas de letras na fala e, no Ensino Fundamental, as dificuldades e transtornos da aprendizagem.

 

Foto: Divulgação

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