Marília prepara atividades para a ‘Semana Nacional de Combate ao Aedes Aegypti’

Expectativa é de envolvimento de escolas e Cras; atividades destacam a importância do combate ao vetor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela

Com as chuvas, o vilão da temporada tem nome, mas não vai ter endereço em Marília. Essa é a proposta da Prefeitura, por meio das secretarias municipais da Saúde, Educação e Assistência Social. A cidade prepara uma série de ações para marcar a “Semana Nacional de Mobilização e Combate ao Aedes Aegypti” e envolver a população, por meio das unidades de saúde, escolas e Cras (Centro de Referência em Assistência Social).

As iniciativas são orientadas pela Secretaria de Estado da Saúde, em programa específico da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias). Distribuição de material informativo, interações nas escolas, palestras, ações nas comunidades, entre outras estratégias, já estão sendo preparadas para a semana de 23 a 27 de outubro.

A enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica do município, Alessandra Arrigoni Mosquini, explica que a semana nacional tem como objetivo reforçar práticas que já integram a rotina das unidades de saúde, por meio das equipes de Saúde, Divisão de Zoonoses e instituições parceiras.

O público-alvo é diverso, podendo envolver gestores, alunos, professores, conselheiros e demais profissionais, beneficiários e usuários das redes de Educação, Assistência Social e Saúde. A campanha da Semana Nacional quer conquistar também as redes sociais, com o uso da hashtag #mosquitonao

O trabalho pode ser feito durante rodas de conversa, ações educativas, gincanas, atividades lúdicas, produção de informativos. A recomendação da Secretaria da Saúde de Marília é, inclusive, que em cada território de UBS (Unidade Básica de Saúde) e USF (Unidade Saúde da Família) sejam envolvidos os parceiros estratégicos da Educação e da Assistência Social.

AÇÃO EXEMPLAR

De forma divertida e interativa, as equipes da USF (Unidade Saúde da Família) de Padre Nóbrega levaram informação para os alunos da escola estadual instalada no distrito. A linguagem escolhida foi o teatro. Nessa história, o grande vilão é o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika vírus, febre chikungunya e febre amarela.

Entre os personagens representados, além do vetor, estão profissionais de saúde e os moradores. No cenário da apresentação, foram espalhados objetos para simular criadouros e as crianças convidadas a participar, identificando e eliminando as ameaças.

“Esse tipo de ação exemplifica muito bem como o trabalho pode ser realizado, na linguagem adequada ao público e faixa etária. O êxito no controle do vetor, geralmente, é bem superior nos territórios que contemplam a Educação em Saúde com grande envolvimento”, disse Alessandra.

MAPA LOCAL

Em Marília, neste ano, não houve registro de zika, chikungunya e febre amarela. De janeiro até o final de setembro, foram 20 casos de dengue. Já em 2016, o ano terminou com 230 registros da doença mais frequente provocada pelo Aedes.

Todas as unidades de saúde do município contam com ACS (Agentes Comunitários de Saúde) e ACEs (Agentes de Controle de Endemias). O trabalho de visitas domiciliares é permanente, com acompanhamento dos Supervisores de Saúde.

A Divisão de Zoonoses atua no suporte às equipes, intervenções preventivas em locais de grande circulação ou imóveis de interesse especial. Além disso, quando são constatados casos positivos, a equipe especializada realiza o BN (bloqueio com nebulização) e apoia o BCC (bloqueio de criadouros nas casas).

 

Foto: Arquivo PMM

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