Prática altera o comportamento natural de espécies como macacos-pregos, quatis e saguis, além de expor adultos e crianças ao risco de ataques.
A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Serviços Públicos, faz um alerta importante aos frequentadores do Bosque Municipal: é expressamente proibido alimentar os animais silvestres que habitam ou transitam pelo local. A medida de conscientização se fez necessária após a fiscalização registrar a presença constante de visitantes — em especial crianças acompanhadas por pais — oferecendo biscoitos, frutas e outros itens para os macacos-pregos, muitas vezes para registrar fotos.
A rotina da fauna local inclui a visita diária de um bando de cerca de 30 macacos-pregos que atravessam do fundo do vale, localizado atrás da Rua Santa Helena, para passar parte do dia no bosque antes de retornarem. No entanto, a oferta de comida por humanos e o acesso a resíduos deixados incorretamente em lixeiras têm atraído e acostumado esses animais ao contato próximo, o que gera graves consequências para o ecossistema e para a população.
Além de produtos ultraprocessados ou naturais inadequados causarem severos danos ao bem-estar das espécies — que perdem a capacidade de buscar o próprio alimento —, a aproximação física traz riscos imprevisíveis à integridade física das pessoas.
O secretário adjunto do Meio Ambiente e Serviços Públicos, Rodrigo Más, reforça o apelo para que as famílias colaborem com as regras de convivência do Bosque:
“Pedimos a conscientização da população e a vigilância constante dos pais para não alimentar a fauna. Aprecie, fotografe e contemple os nossos animais silvestres, mas sempre mantendo uma distância de segurança e respeitando a vida selvagem.”
A recomendação para quem visita o espaço é descartar o lixo exclusivamente nas lixeiras protegidas e orientar os pequenos a admirar a natureza sem interferir nos hábitos dos animais.
Fotos: Divulgação