A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, promove nesta sexta-feira (dia 29 de maio), das 16h às 20h, a 2ª edição do CAPS na Rua, com o tema “A vida não cabe em um diagnóstico”.
O evento será realizado na rua Marquês de São Vicente, nº 322 – no bairro Maria Izabel, em frente à sede do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) ComViver em parceria com o CAPS-IJ Catavento, e terá um dia de encontros, acolhimento e celebração da diversidade, da inclusão e da vida para além dos rótulos.
Entre as atividades previstas para esta 2ª edição do CAPS na Rua estão: instalação da tenda do projeto Saúde Até Você; aferição de pressão arterial; vacinação contra a Influenza; atividades com educador físico; e práticas integrativas e complementares em saúde.
Também estão programadas outras atividades culturais e artísticas, como: apresentações musicais, sarau, oficinas de arte, iniciativas de geração de renda do Coletivo Fênix, visita assistida ao serviço, venda de artesanatos e food trucks.
“Convidamos a todos para que venham prestigiar esta segunda edição. Será um momento de compartilhar, conhecer e viver experiências que fortalecem vínculos, valorizam talentos e constroem uma comunidade mais humana e acolhedora”, afirma a médica e secretária municipal da Saúde, Paloma Libanio.
Conheça um pouco mais sobre o CAPS
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é um serviço público de saúde mental que integra a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS). Seu principal papel é oferecer cuidado humanizado às pessoas em sofrimento psíquico, promovendo acolhimento, escuta, tratamento e reinserção social de forma territorial, comunitária e em liberdade.
O CAPS trabalha a partir da construção de vínculos e do cuidado compartilhado, articulando-se com outros serviços da rede, como Atenção Primária à Saúde, assistência social, hospitais, escolas e demais equipamentos do território. A proposta é compreender a saúde mental para além do diagnóstico, reconhecendo a singularidade, a história e as potencialidades de cada sujeito.
Diferente de modelos centrados no isolamento e na exclusão, o CAPS fortalece uma lógica de cuidado comunitário, inclusão social e autonomia. Afinal, saúde mental também se constrói nas relações, na convivência e no pertencimento.
“É nesse contexto que acontece o CAPS na Rua de Portas Abertas, uma iniciativa que busca aproximar a população do serviço e desmistificar a ideia de que o cuidado em saúde mental acontece exclusivamente de forma ambulatorial ou excludente”, ressalta a psicóloga e coordenadora técnica do CAPS ComViver, Talita Luiza Faria Bueno
O evento propõe ocupar o território, promover encontros, diálogo e informação, mostrando que o cuidado pode acontecer também nos espaços coletivos, culturais e comunitários. Mais do que falar sobre doença, a proposta é falar sobre vida, vínculos e possibilidades de cuidado em liberdade.
“As ações do CAPS na Rua reforçam ainda a importância de alcançar pessoas em situação de maior sofrimento, ampliando acesso, dignidade e cidadania. Ao levar o cuidado até onde as pessoas estão, o território deixa de ser apenas um espaço geográfico e passa a ser reconhecido como espaço de encontro, pertencimento e produção de saúde”, acrescenta Talita Bueno.
Mais cuidado em saúde mental
O cuidado em saúde mental não deve afastar as pessoas da vida, mas aproximá-las dela. Segundo a coordenação do CAPS ComViver, saúde mental se constrói em rede, vínculo, escuta e pertencimento.
“Um CAPS de portas abertas representa também uma cidade de portas abertas para o cuidado, para o diálogo e para o respeito às diferentes formas de existir”, finaliza a psicóloga Talita Bueno.
Mais informações sobre a organização da 2ª edição do CAPS na Rua podem ser obtidas pelo telefone: (14) 3434-2037, com a equipe técnica do CAPS ComViver.
Fotos: Divulgação