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MAI
11
11 MAI 2022
CULTURA
Cia. Gravitá apresenta o espetáculo Sob o mesmo Teto em Marília
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Montagem da premiada trupe, que mistura circo e teatro na cena, será encenada na terça (17/5), às 14h, no Teatro Municipal
“Quem não tem cão caça com gato”, diz um antigo dito popular. E quem tem solidão, cura-se como? Para os acrobatas Alessandro Coelho e Débora Ishikawa, fundadores da premiada Cia. Gravitá, a resposta é a mesma do ditado: com gato. Aliás, a relação entre um professor solitário e uma gata de rua ganha contornos de circo e teatro ao longo do espetáculo Sob o mesmo Teto. 

A montagem será encenada na terça-feira (17/5), às 14h, no Teatro Municipal Waldir Silveira Mello. A apresentação será realizada para as escolas da Rede Municipal de Educação. 

Contemplada pelo ProAC (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo), a partir do edital Circulação de Espetáculo para o Público Infantojuvenil, a temporada de Sob o mesmo Teto passará por cinco cidades do estado. Além de Marília, Campinas, Mogi das Cruzes, Garça e Bauru receberão o espetáculo durante o mês de maio.

Sob a direção de Michelli Rebullo, da Cia. Diálogos Acrobáticos, o espetáculo lança mão das linguagens do circo e do teatro para narrar essa singela história, também pautada por encontros. “O circo é muito agregador. Ele sempre trouxe o teatro, a música e a dança para dentro dele. É um lugar de simbiose”, destaca a diretora. 

Durante o processo de criação, Michelli conta que buscou potencializar, em cada uma das cenas, as diversas variações da acrobacia de solo, ponto forte da companhia.

E o que a plateia pode esperar dessa linguagem circense? O acrobata Alessandro Coelho, intérprete do professor cheio de manias, responde num fôlego só: jogos corporais, cômicos e acrobáticos. “O espetáculo possui acrobacias de solo individuais e em dupla. Nas acrobacias em dupla, utilizamos uma técnica circense denominada mão a mão. Assim, temos elementos acrobáticos estáticos e dinâmicos, que se misturam à trama da história encenada”, conta.

Com uma hora de duração, a montagem, com classificação livre, conduz o espectador a uma redescoberta, que parece ter sido bem esquecida nos tempos atuais: o quanto as relações, tanto com animais quanto com pessoas, são capazes de transformar o ser humano para melhor. Sob o mesmo Teto, em especial, a transformação acontece a partir do encontro entre um homem metódico e um pet resgatado das ruas. 

“Nossa relação no dia a dia nos faz enxergar os pets como pessoas. Eles têm vontades, manias e se comunicam conosco. E as acrobacias simbolizam justamente a harmonia dessas relações. Sou amante deles, sou a favor da adoção e prezo pelo respeito a todas as formas de vida e acredito que essas coisas permeiam nossas criações. Afinal, eles nos ensinam uma outra linguagem do amor”, conta a acrobata Débora Ishikawa, a intérprete da gata. 

Por sinal, a gata da cena teve inspiração em um felino da vida real: Susi, que acompanhou boa parte da vida da acrobata. “Ela era destemida, espantava os cachorros da vizinhança, era uma ótima caçadora, mas ao mesmo tempo muito carinhosa. Sou muito grata pelo tanto que ela me ensinou”, recorda-se. 

Para levar os gestos à cena, a acrobata se utilizou da mímesis corpórea (teatralização de movimentos do cotidiano a partir da observação), buscando, ao máximo, humanizar os trejeitos felinos. “Nosso objetivo sempre foi o de trazer referências sutis, sem apresentar um gato na sua forma literal, dada a visão humanizada dos nossos pets que a convivência nos traz”, reforça.

Sob o mesmo Teto não tem fala. Tudo é gestual. Por conta disso, como destaca Alessandro Coelho, a trilha sonora inédita, assinada por Fred Fonseca, tem papel fundamental de guia. Leva o espectador a uma imersão entre as ações e os muitos miados. “Se entendermos que a cenografia, o figurino, a iluminação e, claro, as acrobacias são corpo desse espetáculo, então a trilha sonora é alma deste corpo. Ela é que conduz os personagens e o público ao longo das cenas”, destaca o acrobata.

Por fim, quem assiste ao espetáculo, independentemente da idade, sai tocado pelo miado da amizade. Sente-se ávido em buscar novas e antigas relações de convivência. Os acrobatas, por outro lado, transbordam-se de esperança. “Só teremos uma boa convivência quando conseguirmos encontrar uma harmonia entre todos os envolvidos. Nesse ponto, os conflitos cessam e o convívio passa ser uma soma de potencialidades”, finalizam. 

O ESPETÁCULO
Um professor muito ocupado com sua rotina e suas manias, despretensiosamente, encontra companhia em uma gata atropelada. Ele a salva das ruas, ela o salva da solidão. Sob o mesmo Teto é um espetáculo da Cia. Gravitá, com Débora Ishikawa e Alessandro Coelho, dirigidos por Michelli Rebulho, da Cia. Diálogos Acrobáticos. 

A partir de jogos corporais, cômicos e acrobáticos, os personagens se encontram e criam um laço de amizade que transforma a forma como ambos enxergam a vida. 

A CIA. GRAVITÁ
Juntos desde 2009, Alessandro Coelho e Débora Ishikawa trabalham como dupla de mão a mão em diversas companhias, como a Noite da Rose, Cia. Diálogos Acrobáticos, Los Circo Los, Troupe Guezá e Coletivo Lateral. 


Em 2017, fundaram a Companhia Gravitá com o intuito de pesquisar o circo e suas transversalidades de linguagem. Desde então, já foram contemplados com o Prêmio ProAC, do Governo do Estado de São Paulo, em 2018, 2019 e 2020. 

Também participaram de importantes eventos, como o Festival Internacional SESC de Circo (SP), o Festival Paulista de Circo (SP), o Festival de Circo do Brasil (PE), o Festival Internacional de Circo do Ceará (CE), a Mostra SESC de Culturas Cariri (CE), o Festival de Circo Social de Toledo (PA), o Festival de Circo de Campo Mourão (PA), o Festival Intercâmbio de Linguagens (RJ) e o Festival de Artes de Rua de Arouca (Portugal). 

Premiados no II Festival Internacional de Circo, destacam-se pelo alto nível técnico aliado à poética da gestualidade.

FICHA TÉCNICA
Acrobatas:  Alessandro Coelho e Débora Ishikawa
Direção: Michelli Rebulho
Preparação Corporal: Kelly Cheretti
Figurinos: Helen Quintans
Trilha Sonora: Fred Fonseca
Cenografia: Rafael de Castro
Iluminação: Francisco Barganian
Operação de som: Daniel Salvi
Audiodescrição: Bell Machado
Produção: Juliana Kaneto
Design Gráfico: Otávio Fantinato
Assessoria de Imprensa: Tiago Gonçalves
Comunicação e Marketing Digital: Miguel Von Zuben




Fotos: Edgar Ishikawa
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