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ABR
23
23 ABR 2021
AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
Prefeitura e Unimar comemoram o Dia Nacional da Conservação do Solo
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Representantes da Secretaria da Agricultura e da universidade reuniram-se no último dia 15 na Fazenda Experimental

Em comemoração ao Dia Nacional da Conservação do Solo, a Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e a Unimar (Universidade de Marília) estiveram reunidos na Fazenda Experimental da universidade, celebrando em conjunto a data de 15 de abril.
O encontro do secretário municipal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Renato de Argollo Haber, com os docentes da Unimar e com o coordenador do curso de Agrárias, professor Ronan Gualberto, juntamente com os professores Pedro e Lucas, resultou numa homenagem ao dia de conservação do solo.
O professor Pedro abriu o encontro, relatando sobre situações de danos ao solo e da preservação do futuro da humanidade, dando inclusive, como exemplo, que uma voçoroca uma vez feita, a terra vai embora, mesmo que você recolha material de terra em outro local para cobrir aquela voçoroca, não estaria fazendo o correto porque estará simplesmente transferindo o dano ambiental, causado em um local para o outro local, estará causando um dano ambiental da onde está tirando a terra. “Portanto uma erosão uma vez feita não tem volta. Como melhor caminho temos conscientização da conservação do solo, a qual é de extrema importância para nossa segurança futura e a do nosso planeta, e se continuar dessa forma não teremos um solo agricultável para cultivar os alimentos para a população mundial”, disse o professor.
Pedro destacou ainda a preocupação com o solo da região de Marília. “Em especial temos que ter a preocupação com o solo da nossa região porque aqui a terra por ser íngrime e ter uma topografia de terreno bem acidentado, costuma ter solo arenoso, que pode facilmente ser levado para os rios e córregos, causando dano ambiental. A areia nessas superfícies não formam agregados no solo, então ele não tem coesão, e que qualquer chuva correndo por cima, acaba carregando o fluxo de massa para os córregos e rios.”
O professor, em resumo, disse que a Conservação do Solo vem conjuntamente com a questão de Conservação da Água. “Uma está ligada a outra e por isso o solo quando ele é levado para os córregos e rios, prejudica e acaba causando assoreamento dos rios e afluentes. Portanto se não tivermos o devido cuidado com nosso solo e, principalmente na nossa região, a chance de dar errado e sofremos grandes prejuízos é enorme. Quando houver revolvimento do solo, tem que ser feito de forma sempre adequada, seja com plantio direto ou não, visando manter nos terrenos as curvas de níveis em ordem, evitando que sejam carregadas todas as massas e propriedades que tem no solo.”
O secretário Renato Haber lembrou que a caminho do encontro na Unimar vinha discutindo justamente sobre esse assunto. “O que a gente comentava a caminho da Unimar foi justamente o que o professor Pedro nos falou durante o encontro, deixando claro que o solo é vida e sem o solo a terra (planeta) não é nada.”
Já o professor Lucas, na sequência, ratificou a fala do professor Pedro. “Temos um subsolo por baixo pouco argiloso e um solo superficial arenoso, onde não retém muita água e tende a escorrer para os córregos e rios. Porém nem tudo está perdido e tende a melhorar quando se adota medidas conservacionistas, além de uma proteção vegetal, com uma biomassa consistente, tende a melhorar e a desacelerar esse processo erosivo. Resumindo: solo mais água, mais luz solar, eu tenho tudo necessário para o desenvolvimento da vida, sendo que o ideal é que toda a água que cai dentro de uma propriedade, deve ficar dentro da propriedade,ou seja, tem que penetrar no solo para mantê-lo úmido e com isso reabastecer ainda os lençóis freáticos. O solo não é uma coisa estática, o solo é vivo, o solo é vida, pois nele existem muitas bactérias e fungos, e são benéficos a humanidade.”
No final, o secretário Renato de Argolo Haber, agradeceu a presença de todos os professores, coordenadores e alunos que estiveram no campo para ter essa discussão saudável sobre conservação do solo. “Em nome da Prefeitura de Marília estamos à disposição para qualquer ajuda ou acompanhamento e tudo mais que for necessário para o desenvolvimento rural e agrícola da nossa região. A nossa topografia é dificultosa para a conservação e é de suma importância essa parceria com a Unimar com a Prefeitura, com o objetivo de conseguirmos êxitos e bons resultados com o aprendizado dos novos formandos em agronomia e termos esse foco na recuperação ambiental”.
DIA NACIONAL 
O Dia Nacional da Conservação do Solo é comemorado em 15 de abril. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento do americano Hugh Hammond Bennett (15/04/1881- 07/07/1960), considerado o pai da conservação dos solos nos Estados Unidos e o primeiro responsável pelo Serviço de Conservação de Solos daquele país.
Este dia foi instituído pela Lei 7.876 em 13 de novembro de 1989, por iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e surgiu com o objetivo de aprofundar os debates sobre a importância do solo como um dos fatores básicos da produção agropecuária e a necessidade de seu uso e manejo sustentáveis.
Dentre os problemas ambientais, a erosão do solo está entre os mais preocupantes, pois pode levar a perdas de solo e de sua capacidade produtiva; fazer o aporte de sedimentos nos rios, causando assoreamento e contaminação dos recursos hídricos; e a degradação dos ecossistemas como um todo, estando associada à questões ambientais, sociais e econômicas.
Estudos têm estimado os danos da erosão em 44 bilhões de dólares por ano nos Estados Unidos e 38 bilhões de euros na União Europeia.
Além disso, o solo é a base para a produção de alimentos, atua como filtro e reservatório de água, e é imprescindível para a existência humana e desenvolvimento sustentável.


Fotos: Divulgação

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