.jpeg)
A violência contra a mulher nem sempre começa com uma agressão física. Na maioria das vezes, ela surge de forma silenciosa, no dia a dia, disfarçada de ciúme, controle ou excesso de cuidado.
O ciclo de abusos costuma dar os primeiros sinais na forma de controle e intimidação, atitudes que vão tirando a liberdade e a confiança da mulher aos poucos.
EM CASOS DE EMERGÊNCIA
Ligue 190 (Polícia Militar) - chamada de urgência na hora do risco.
PARA ORIENTAÇÕES E DENÚNCIAS
Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) - atendimento gratuito, sigiloso e disponível 24 horas.
COMO IDENTIFICAR A VIOLÊNCIA
Controle do celular e redes sociais: Mexer no seu aparelho sem permissão, exigir senhas e controlar mensagens ou amizades.
Controle do dinheiro: Impedir a mulher de trabalhar, controlar cada gasto ou reter seus documentos e pertences.
Isolamento de amigos e família: Afastar a mulher das pessoas que a apoiam e querem o seu bem.
Humilhações constantes: Ofensas, críticas que colocam a autoimagem para baixo e chantagens emocionais.
Ameaças e destruição de objetos: Atitudes para colocar medo, como quebrar móveis, rasgar roupas ou destruir objetos pessoais.
Aprender a reconhecer esses sinais é o primeiro passo para barrar a violência logo no início.
TIPOS DE VIOLÊNCIAS
Violência física: Empurrões, socos, tapas, queimaduras, estrangulamento ou qualquer agressão ao corpo.
Violência psicológica: Ameaças, humilhações, perseguição, manipulação, chantagem, controle e intimidação.
Violência sexual: Assédio, estupro ou qualquer relação sexual sem consentimento.
Violência patrimonial: Destruição ou retenção de documentos, dinheiro e bens.
Violência moral: Calúnia, difamação, injúria e acusações falsas.
Violência vicária: Praticada contra uma pessoa próxima ou dependente da mulher — como filhos, pais, parentes, enteados ou pessoas sob sua responsabilidade — com o objetivo de atingi-la, causar-lhe sofrimento ou controlá-la.
Em caso de violência sexual
Procure imediatamente a unidade de saúde ou hospital mais próximo (de preferência em até 72 horas) para receber os cuidados médicos preventivos necessários para evitar a gravidez e as ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis).
O QUE ACONTECE DEPOIS DA DENÚNCIA
Após registrar o caso, de acordo com as circunstâncias, pode envolver medidas de proteção, acompanhamento do processo e atendimento especializado. Por isso, conhecer os caminhos disponíveis é importante para que a mulher não fique sem orientação depois de formalizar a denúncia.
ONDE BUSCAR AJUDA EM MARÍLIA
Atendimento começa pela rede
Unidades de Saúde, UPA ou CAPS.
Os casos atendidos pela rede municipal são encaminhados ao Núcleo de Prevenção e Cuidado à Pessoa em Situação de Violência.
Apoio psicossocial
Centro de Referência da Mulher - espaço que acolhe mulheres (cis, trans e travestis) maiores de 18 anos, oferecendo atendimento com psicólogas, assistentes sociais e orientação jurídica, além de grupos de apoio e auxílio para inserção no mercado de trabalho.
Endereço: Rua 4 de Abril, 763 – Centro
Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
Telefone: (14) 3434-2721 | WhatsApp: (14) 98195-0302
Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas)
OUTROS SERVIÇOS DE ACOLHIMENTO E PROTEÇÃO
Você também pode procurar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) ou qualquer delegacia de polícia para registrar o boletim de ocorrência e solicitar uma medida protetiva de urgência (MPU), além dos CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).
E as ações da Prefeitura não param. Marília prepara um novo espaço para acolhimento das mulheres em situação de vulnerabilidade: está em construção a Casa da Mulher, que será a nova sede do Centro de Referência da Mulher.
COMO AJUDAR UMA MULHER EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA
| Polícia Militar | 190 |
| Central de Atendimento à Mulher | 180 |
| Polícia Civil – Denúncia Anônima | 181 |
| Disque Direitos Humanos | 100 |
| Centro de Referência da Mulher | (14) 3434-2721 |