Local alvo do ataque é de acesso restrito, de difícil passagem e poucas pessoas têm conhecimento de sua funcionalidade
A Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Juventude de Marília informou que criminosos roubaram fios e vandalizaram a central de distribuição de energia do estádio Bento de Abreu Sampaio Vidal, o Abreuzão, provavelmente entre a última quarta-feira, dia 29, e quinta-feira, dia 30 de novembro. Para os responsáveis pelo local, existem fortes indícios de boicote em virtude de Marília ter sido recentemente escolhida como uma das sedes da próxima edição da Copa São Paulo de Futebol Juniores, a Copinha, prevista para janeiro de 2024.
A suspeita recae no fato da central de distribuição de energia ficar em uma área de acesso restrito, de difícil passagem e poucas pessoas têm conhecimento de sua funcionalidade. A Polícia Civil já investiga o caso. Todos os pontos de instalação de energia foram cortados e, diante das características do ato de vandalismo, tudo leva a crer que houve um atentado contra a estrutura do Abreuzão. Recentemente, o estádio e a cidade de Marília foram anunciados como sede da primeira fase da Copinha. O Município abrigará as equipes de Ji-Paraná (RO), Bangú, do Rio de Janeiro, e do Corinthians, o maior campeão da Copinha com 10 títulos.
As providências para a restauração do sistema elétrico estão sendo tomadas e o Município irá colaborar com a Polícia Civil na investigação. A Imprensa de Marília vem citando a possibilidade de boicote ao time.“Aparentemente não se trata de ação de [usuários] atrás de fios para retirar o cobre, comercializar no mercado paralelo e usar o dinheiro para comprar drogas, como geralmente acontece. Primeiro, porque o acesso é complicado, segundo porque foi necessário estourar um cadeado e destravar um portão pesado para chegar ao local, ‘que é pouco conhecido’, conforme consta do boletim de ocorrências, terceiro, que não foi subtraído praticamente nada, apenas o ato de vandalismo foi verificado”, escreveu o jornalista Haílton Medeiros, do Hora H. A repórter Daniela Casale, do Marília Notícia, que também cobriu o caso, apontou que “a suspeita é de que o episódio tenha motivação política, para prejudicar diretamente o Marília Atlético Clube, que usa o estádio, e irá participar em janeiro da Copa São Paulo de Futebol Júnior”.
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