Bloqueio de Controle de Criadouros (BCC) vai envolver 21 profissionais nas áreas das unidades Nova Marília, Aeroporto e Lácio neste sábado
A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, está intensificando as ações de combate à dengue, com objetivo de eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti e, assim reduzir o risco de transmissão, reforçando as medidas de prevenção e controle.
Neste sábado (17 de janeiro), a partir das 8h30, serão realizadas mais três ações de BCC (Bloqueio de Controle de Criadouros) nas regiões das unidades de saúde Nova Marília (zona Sul), Jardim Renata (zona Norte) e de Lácio (zona Leste), envolvendo 21 profissionais, entre supervisores de saúde, agentes de controle de endemias e agentes comunitários de saúde.
Até o momento, o município de Marília registra três casos confirmados de dengue em 2026, sendo um no bairro Nova Marília (zona Sul), um no Jardim Colibri (zona Leste) e um no Jardim Renata (zona Norte)
Foi registrado ainda um caso positivo também na área da UBS (Unidade Básica de Saúde) Alto Cafezal (zona Oeste), porém está nos dados de 2025, visto que faz parte da Semana Epidemiológica 53 (entre 28 de dezembro de 2025 e 3 de janeiro de 2026) – essa região recebeu a nebulização costal durante esta semana .
“Oficialmente temos três casos em 2026 até a Semana Epidemiológica 02, que termina neste sábado, dia 17. Porém, o trabalho de combate à dengue é contínuo e pedimos que a população seja a nossa grande parceira, autorizando a entrada dos agentes de saúde. Além disso, é fundamental que o morador também faça a sua parte, realizando uma vistoria semanal no seu imóvel, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água. Desta forma, as ações de combate tornam-se cada vez mais eficazes”, afirmou a secretária municipal da Saúde, Paloma Libanio.
LIRAa
O primeiro LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) do ano, que teve início na segunda-feira (12), será finalizado na próxima semana, com os resultados saindo até o final do mês.
O LIRAa envolve 130 agentes de saúde, entre comunitários, de controle de endemias e de zoonoses, e está sendo realizado num total de 535 quarteirões de todas as regiões da cidade.
O LIRAa é um método de pesquisa que visa identificar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya em áreas urbanas, sendo realizado por meio de inspeção dos imóveis, com coleta de amostras de larvas em recipientes com água parada, e análise para calcular o Índice Predial (IP) e o Índice Breteau (IB).
A supervisora da Divisão de Zoonoses, Talita Rodrigues, disse que o trabalho do levantamento está dentro da normalidade. “Está correndo tudo normal e acredito que será finalizado nos próximos dias, pois são trabalhados mais de 500 quarteirões. E até o final do mês já teremos o resultado.”
Com esse resultado do LIRAa tem-se o IIP (Índice de Infestação Predial) - porcentagem de imóveis com presença de larvas do mosquito da dengue (Aedes aegypti), e serve para classificar o risco de surtos de doenças como dengue, zika e chikungunya, sendo um indicador fundamental para as ações de controle vetorial.
A classificação de risco é feita da seguinte forma: menor que 1% - Situação satisfatória (alerta verde - baixo risco); de 1% a 3,9% - Situação de alerta (amarelo); e 4% ou mais - risco de surto de dengue, zika ou chikungunya (alerta vermelho).
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