Foram visitados 887 imóveis em 24 quadras, com 409 trabalhados, 457 fechados, 21 recusas e 29 focos encontrados
A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, divulgou na manhã desta segunda-feira (26) o balanço da ação de BCC (Bloqueio de Controle de Criadouros), realizada no último sábado (24) pela pela manhã nas imediações da USF (Unidade de Saúde da Família) Jardim Renata “Dr. Celso Norikazu Tanahara”, que fica na rua Antônia Bergamini Sândalo, 35, na zona Norte da cidade.
No total foram feitas 887 visitas em 24 quadras dessa região, com 409 casas trabalhadas (46,11%), 457 fechadas (51,52%), 21 recusas (2,37%) e 29 focos encontrados (7,09% das casas trabalhadas).
A ação teve a participação de 15 profissionais de saúde, sendo seis agentes de controle de endemias, sete agentes comunitários de saúde dois supervisores de saúde.
A supervisora da Divisão de Zoonoses, Talita Rodrigues, pede uma atenção especial à população em períodos de chuva. “Com as chuvas, a atenção do morador precisa ser redobrada, pois qualquer água parada vira foco do mosquito Aedes aegypti. Peço também para deixarem os agentes entrar nos imóveis para que façam a vistoria. É fundamental também que os moradores sigam as orientações para, juntos, conseguirmos combater o Aedes.”
Já a secretária municipal da Saúde, Dra. Paloma Libanio, lembrou que a Prefeitura está intensificando as ações de combate à dengue em todas as regiões.
“Vamos continuar com todas as ações de prevenção à dengue e precisamos do apoio da população, que precisa ser a nossa grande parceira, autorizando o acesso do agente de saúde ao imóvel e também realizando uma vistoria semanal em sua casa, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água. Precisamos estar atentos o tempo todo, principalmente nesse período chuvoso”, afirmou Dra. Paloma Libanio.
LIRAa
O primeiro LIRAa (Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti) do ano, que teve início no último dia 12, está sendo finalizado e os resultados serão divulgados até esta quarta-feira, dia 28 de janeiro.
O LIRAa envolveu 130 agentes de saúde, entre comunitários, de controle de endemias e de zoonoses, foi realizado num total de 535 quarteirões de todas as regiões da cidade.
O LIRAa é um método de pesquisa que visa identificar focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya em áreas urbanas, sendo realizado por meio de inspeção dos imóveis, com coleta de amostras de larvas em recipientes com água parada, e análise para calcular o Índice Predial (IP) e o Índice Breteau (IB).
Com o resultado do LIRAa tem-se o IIP (Índice de Infestação Predial) – porcentagem de imóveis com presença de larvas do mosquito da dengue (Aedes aegypti), e serve para classificar o risco de surtos de doenças como dengue, zika e chikungunya, sendo um indicador fundamental para as ações de controle vetorial.
A classificação de risco é feita da seguinte forma: menor que 1% - Situação satisfatória (alerta verde - baixo risco); de 1% a 3,9% - Situação de alerta (amarelo); e 4% ou mais - risco de surto de dengue, zika ou chikungunya (alerta vermelho).
Fotos: Divulgação