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NOV
22
22 NOV 2021
SAÚDE
Marília recebe cabine de biossegurança para retomada de exames que detectam doenças pulmonares
Cabine estará instalada no Polo Emergencial Covid, ao lado da UBS Nova Marília, na zona sul, entre os dias 23 de novembro e 10 de dezembro
A Prefeitura de Marília, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, informa que o município estará recebendo entre os dias 23 de novembro a 10 de dezembro, a cabine de biossegurança para a realização de exames de espirometria - que auxiliam no diagnóstico preciso de doenças pulmonares crônicas. 
A ação é uma parceria da Boehringer Ingelheim, Secretaria Municipal da Saúde de Marília e ocorrerá no Polo Emergencial Covid, ao lado da UBS Nova Marília na zona sul da cidade. 
Desde o início da pandemia, em função do alto risco de contágio por Covid-19, essa avaliação passou a ser recomendada apenas em casos extremamente necessários, atrasando o diagnóstico de doenças como asma e Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas (DPOC).
A cabine de biossegurança, projetada pela Boehringer Ingelheim, tem como objetivo criar uma proteção extra para todos os envolvidos no processo do exame. Equipada de tecnologia de alta performance com dois filtros (HEPA e Ulpa) que permitem eliminar 99,9% de vírus e bactérias, purificando assim todo o ar que entra e sai da cabine em apenas um minuto.
"A espirometria é um exame em que o paciente assopra em um aparelho para medir a sua capacidade e a função pulmonar, podendo disseminar aerossóis -. contendo micro-organismos tais como bactérias e o coronavírus Sars-CoV-2 (causador da COVID-19). A cabine é completamente fechada e o isolamento e a filtragem do ar reduzem o risco de contaminação para técnicos, médicos e demais pacientes", explica o especialista em Pneumologia e Tisiologia, Dr. Marcelo Gervilla Gregório, um dos responsáveis pelo projeto, em parceria com a Boehringer Ingelheim.
A solução chega como uma alternativa portátil para reduzir a fila de pessoas já cadastradas no Sistema Único de Saúde elegíveis para a realização do teste e auxiliar no diagnóstico e avaliação da sequela pulmonar pós-covid 19. 
O secretário municipal da Saúde, Cássio Luiz Pinto Júnior, a expectativa é realizar no mínimo 1.200 exames até o final do contrato. “Nesta primeira estada do técnico, ele vai trabalhar três semanas direto e tem potencial para realizar 50 exames por semana. Em 2022, o técnico vai trabalhar, pelo menos, uma semana por mês em Marília, podendo trabalhar até duas semanas. No geral, o contrato tem duração de 24 meses e o nosso objetivo é fazer no mínimo 1.200 exames nesse período.”
O exame será agendando pela unidade de saúde para quem tiver solicitação de espirometria pelo médico - na unidade será o pedido do médico da própria unidade, sendo que na secretaria há alguns pedidos de especialista. No total serão 161 vagas de espirometria entre os dias 23 de novembro e 10 de dezembro.

Indicações para espirometria:
● Rastreio de DPOC em tabagistas com mais de 40 anos
● Tabagista com queixas respiratórias independente da idade
● Pré-operatório de cirurgia de ressecção pulmonar
● Identificação do acometimento pulmonar em doenças sistêmicas
● Avaliação dos efeitos de exposição ambiental ou ocupacional da
função respiratória
● Obesidade
● Investigação diagnóstica em caso de dispnéia há 1
mês ou mais, e/ou tosse há 2 meses ou mais;
● Suspeita de Asma;
● Manejo e estadiamento da Asma;
● Suspeita de DPOC ( sintomas persistentes dispnéia,
escarro, tosse cronica associado a fatores de risco tabagismo ativo ou
passivo, ocupação, exposição a poluição).
● Manejo e estadiamento da DPOC. ( indicado
realização anual para acompanhamento)
● Persistência sintomas respiratórios no pós covid.

SOBRE A DPOC
A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma condição progressiva e séria que limita o fluxo de ar nos pulmões e afeta a qualidade de vida dos pacientes, por produzir sintomas como tosse crônica, expectoração e falta de ar, que muitas vezes impedem a realização de atividades básicas do dia a dia.
No Brasil, quatro brasileiros morrem por hora, 96 por dia e 40 mil todos os anos em decorrência da DPOC. O tabagismo é o principal fator de risco para a doença, seguido de exposição ocupacional e ambiental envolvendo vapores químicos, poeira e outras partículas que provocam irritação pulmonar.


Fotos: Julio Cesar de Carlis
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